17/05/2012

O Quentão


O Quentão é uma das bebidas mais tradicionais do Brasil, principalmente no interior dos estados. "Quentão" é uma palavra de origem caipira, segundo o folclorista Amadeu Amaral, em "O dialeto caipira. O nome é dado pelas características da bebida: além de servida aquecida, tem como ingredientes básicos a cachaça (aguardente de cana) e o gengibre. A bebida quente é servida durante as quermesses no período das Festas Juninas. Está diretamente relacionada às noites frias do mês de Junho em que ocorrem estas festas, sobretudo na região sul do Brasil onde costuma ser mais frio, neste período.
Inicialmente, a bebida no sul era preparado com cachaça, açúcar , canela, cravo, limão e gengibre. O incremento da agricultura da uva e o aperfeiçoamento da técnica vinícola introduziram, ainda no Sul, o hábito de tomar vinho quente, também preparado com canela, cravo, açúcar, limão ou laranja.

Nas regiões sudeste e nordeste do Brasil o Quentão era preparado com cachaça, devido às grandes produções canavieiras dessas regiões e maior dificuldade de acesso ao vinho, largamente produzido na região sul do Brasil.
Como em toda receita típica, a bebida feita com aguardente ou cachaça teve pequenas variações conforme a região, às vezes elas acontecem, até memo, dentro do próprio estado. Também, o frio mais ameno durante o inverno destas regiões estimulou a mudança do quentão tradicional da região sul, altamente alcoólica e de consumo adulto, para uma bebida mais leve, evaporando o álcool da bebida para ser consumido, também por crianças durante os invernos rigorosos nas comemorações das festas juninas.

Atualmente, o quentão de vinho ou vinho quente é uma bebida típica e bem popular na região Sudeste, principalmente em São Paulo. A receita clássica prevê canela em pó acrescido de frutas como, maçã, abacaxi, uva e outras. Já os mineiros preferem a canela em pau e um limão cortado em rodelas. Os gaúchos fazem com a sua bebida típica, o vinho tinto, bebida alcoólica mais consumida no Rio Grande do Sul. Já existe versôes ainda mais moderna que pode ser light e/ou sem ãlcool.


=> RECEITA: QUENTÃO DE CACHAÇA



INGREDIENTES:

1 1/2 xícaras de açúcar
1 1/2 xícara de água
50 g de gengibre cortado em fatias finas (1/4 de xícara)
3 limões cortados em rodelas
4 xícaras de cachaça (aguardente de cana)
3 cravos da índia
2 pedaços pequenos de canela em pau

MODO DE PREPARAR:

Aqueça o açúcar em fogo alto, mexendo de vez em quando até caramelizar
Junte todos os ingredientes menos a pinga e ferva mexendo até dissolver o açúcar
Junte a pinga, com cuidado, de preferência fora do fogo para não incendiar, misture e deixe ferver em fogo baixo por 3 minutos,
coe com uma peneira e está pronto!
Sirva em caneca de barro ou louça, pois as de metal tiram um pouco o sabor do quentão.


=> RECEITA: QUENTÃO DE VINHO



INGREDIENTES:

1 garrafa de vinho tinto seco (750ml)(comum, barato)
1 copo de cachaça
1 copo de água
1 laranja cortada em fatias finas com a casca
1 limão cortado em fatias finas com a casca
5 colheres de açúcar (sopa)
2 colheres de (sopa) cravo da índia
2 pedaços de canela (pau)
1 pedaço de gengibre à gosto

MODO DE PREPARAR:

Coloque o açúcar em uma panela e leve ao fogo.
Deixe caramelizar levemente.
Adicione a água fervendo, os cravos-da-índia, o gengibre, a canela, o limão e a laranja
Deixe ferver por 15 minutos, mexendo de vez em quando.
Abaixe o fogo, acrescente a cachaça e o vinho e deixe por 5 minutos.
Coe e sirva quente.
Ao servir, salpique canela em pó.


=> RECEITA: VINHO QUENTE



INGREDIENTES:

2 Garrafa de vinho tinto suave ou seco, se preferir(aquele barato)
1 Litro de água (1/2 para cada garrafa de vinho)
2 Xícaras de açucar (vá apurando a seu gosto)
6 Cravos-da-índia
3 Canelas em pau
¼ xícara (chá) de gengibre cortado em fatias
2 Maçãs picadinha também (sem casca)
1/2 Abacaxi picadinho (sem o miolo)
Canela em pó e açucar para decorar (opcional)

MODO DE PREPARAR:

Em uma panela grande caramelize o açúcar e assim que começar a dourar, coloque a canela em pau, cravo, abacaxi picadinho e a maçã picadinha. Depois de tudo bem misturado coloque a água e deixe ferver mexendo para dissolver a mistura. Junte o vinho e deixe cozinhar por uns 30 minutos para que o teor alcoólico fico mais leve. Retire os cravos e a canela com uma colher. Pronto.

Decore a borda dos copos com a mistura de açucar com um pouquinho de canela em pó (muito pouco) e reserve (umedeça a borda previamente com água e emborque o copo na mistura). Adicione a bebida e sirva quente.

DICAS:

Se quiser uma bebida sem álcool, colocar o vinho numa panela e deixar ferver. Quando estiver em ebulição, flambar para fazer a queimada, ou seja, com muito cuidado risque um palito de fósforo dentro do recipiente em fervura e deixe que o fogo se apague sozinho.

Quanto menor as rodelas de gengibre mais forte fica.

O uso do vinho tinto seco, deixará a bebida menos doce.

Opção sem álcool: O vinho poderá ser substituído pelo suco de uva.

A bebida deve ser servida, preferencialmente em copos que detenham calor.



=> QUENTÃO LIGHT (SEM AÇUCAR E SEM ÁLCOOL)

INGREDIENTES:

500 ml de suco de uva concentrado
500 ml de água
30 g de gengibre ralado
3 g de canela em pau
3 cravos
100 g de adoçante culinário

MODO DE PREPARAR:

Coloque em uma panela o gengibre, o cravo, a canela e o adoçante
Leve ao fogo mexendo sempre, depois acrescente o suco de uva e a água e deixe ferver

Tempo de preparo: 20min/8 porções


15/05/2012

Maçã Do Amor



Doce romântico, maçã do amor completa 50 anos de sucesso.

Em 1959, quando a família de Antonio Farre Martinez, 62 anos, patenteou a maçã do amor, que comemora meio século neste ano, os galanteadores presenteavam as moças com o doce em um ato de romantismo.
Hoje, 50 anos depois, entregar a fruta caramelizada em um palito à namorada pode até soar brega, mas, para os "criadores", o importante é que o doce continua famoso, principalmente nas festas juninas.
A família espanhola chegou ao Brasil em 1954 e, como sabia fazer doces, resolveu usar os conhecimentos para ganhar dinheiro.
O irmão de Antonio, Ramon Farre Martinez, 77 anos, se inspirou nas frutas caramelizadas chinesas, como a uva e o abacaxi, e criou a maçã do amor --pois há muita maçã no Brasil.
Quem deu o nome romântico foi o pai dos irmãos, em uma reunião da família em 1959. Era tarde e todos trabalhariam no dia seguinte. "Põe logo maçã do amor e vamos dormir", disse. A ideia veio da história de Adão e Eva, na qual a maçã é o "fruto proibido".
Até hoje, porém, a família não ganhou dinheiro por conta da patente. "Nunca corremos atrás disso", disse Antonio, que é casado. A família vende o doce na Casa do Churro, na rua Rodrigues Barbosa, 232, Tatuapé, zona leste de SP.

(Matéria de Gabriela Gasparin - Jornal Agora São Paulo - Junho/2009)

RECEITA DE MAÇÃ DO AMOR

Ingredientes:

2 kg de açúcar
500 ml de água
2 colher (sopa) de vinagre
1 colher (sopa) Corante alimenticio vermelho (pó ou líquido)
12 maçãs (pequena/média)
Palitos de sorvete

Modo de Fazer:

1. Primeiro lave e seque as maçãs
2. Espete-as com 1 ou 2 palitos (ajudará na firmeza na hora de caramelizar)
3. Unte formas de alumínio (pode ser de bolo) com um pouco de óleo.

Calda:

1. Coloque a água ,açúcar, vinagre e o corante dentro de uma panela
2. Nesta receita não se usa nenhuma colher (pois, pode açucarar a calda)
3. Misture/mexendo apenas a panela – Não use nenhum tipo de colher, pois, pode quebrar o ponto da calda
4. Até a fervura da calda você, pode usar fogo alto, quando ferver, mude para o fogo médio e mantenha por aproximadamente 25 minutos.
5. Mergulhe a ponta de um palito de sorvete na calda e pingue na forma em segundos pressione com o dedo (ela amassará) solte sobre a forma, se ela fizer barulho de sólida desligue imediatamente e comece o processo de mergulhar as maçãs e colocá-las sobre a forma previamente untada
6. Note que o ideal é realizar este processo o mais breve possível, pois a calda vai , naturalmente endurecendo.

PRONTO, se quiser pode guardar na geladeira por até 3 dias.

14/05/2012

Biscoito de polvilho



Biscoito de polvilho é um prato típico da cozinha interiorana mineira. É feito à base de farinha de mandioca (polvilho). Muitas vezes é adicionado queijo (passando a se chamar biscoito de polvilho com queijo) Existem diversos tamanhos, desde pequenos e leves até grandes e duros.


RECEITA




13/05/2012

O doce de leite

Doce de leite é o produto resultante da cocção de leite com açúcar, podendo ser adicionado de outras substâncias alimentícias permitidas, até concentração conveniente e parcial caramelização. O doce de leite é classificado de acordo com a sua consistência em doce de leite cremoso ou em pasta e doce de leite em tablete. O produto acrescido de aditivos como espessantes, estabilizantes e/ou umectantes é denominado doce de leite para confeitaria.
São basicamente quatro os tipos de fabricação do doce de leite: artesanal, batelada descontínua (tacho aberto), batelada contínua (tacho aberto) e por evaporadores à vácuo. O produto costuma ser apresentado em três formatos: pastoso, em barra e para confeitaria.

O doce de leite deve ser fabricado com matérias primas sãs e limpas, isentas de matéria terrosa, parasitos, e em perfeito estado de conservação. O leite empregado deve apresentar-se normal e fresco. No preparo do produto, o leite deve entrar na proporção mínima de três partes de leite para uma de açúcar. Não pode conter substâncias estranhas à sua composição normal.

É permitido adicionar ao doce de leite: cacau, amendoim, coco, castanha-do-Pará e outras substâncias alimentícias que caracterizem o produto. Como coadjuvante da tecnologia de fabricação é tolerado o emprego de amido na dosagem máxima de 2%. É tolerada a adição de aromatizantes naturais. É proibido adicionar ao doce de leite gorduras estranhas, geleificantes ou outras substâncias, embora inócuas exceto o bicarbonato de sódio em quantidade estritamente necessária para a redução parcial da acidez do leite. O bicarbonato de sódio
impede que o leite coagule e talhe, dá também cor ao doce de leite, quanto mais, mais escuro o doce de leite.

ORIGEM

A origem do doce de leite é incerta, mas está ligada à rápida expansão na produção de sacarose de cana-de-açúcar nas ilhas ibéricas atlânticas, no século XV, e no BRASIL, América Central e Antilhas a partir do século XVI e à possibilidade de seu uso para preservação do leite. Como primeiro edulcorante de produção em grande escala, o açúcar da cana passa a ser usado na conservação de vários produtos orgânicos, inclusive o leite de vaca ou de cabra, dando origem a produtos similares ao doce de leite atual, pastoso ou sólido, em toda a América Latina e em determinadas localidades ibéricas.

Atualmente, o doce de leite é uma ótima oportunidade de crescimento para laticínios de todo brasil.o doce de leite é produzido em escala industrial por todas as empresas beneficiadoras de laticínios Expressar este mercado em números se torna difícil devido ao grande número de produtores existente, na sua maioria de pequeno porte e artesanais.

A produção artesanal veio ganhar destaque no Brasil comercializada por pequenas marcas (principalmente no estado de Minas Gerais). Na culinária potiguar ou culinária do Rio Grande do Norte (ou ainda culinária norte-rio-grandense) é um típico doce regional e de fabricação caseira, encontrado em todas as regiões do Estado.


CURIOSIDADE

Reza a lenda gauchesca que certa vez, uma vaca comeu muita cana-de-açúcar e começou a passar mal, tendo febre. Seu dono, preocupado, fora tirar leite dela e surpreendeu-se ao ver que de seu úbre saíra uma substância amarronzada e muito doce que passou a ser chamada de MUMU. Porisso, a denominação de MUMU para o doce de leite que conhecemos hoje, na Região Sul do Brasil.


RECEITA - DOCE DE LEITE PASTOSO



Ingredientes:

- 10 litros de leite cru ou pasteurizado.
- 2 kg de açúcar cristal.
- 1 colher (café) de sal.
- 5 colheres (café) de bicarbonato de sódio.

Preparo:

-Colocar o leite no tacho e acrescentar o bicarbonato de sódio, o açúcar e por último o sal.
-Aquecer até a fervura, se derramar, retirar um pouco da mistura e ir adicionando aos poucos no tacho para ocorrer a concentração até chegar ao ponto pastoso.
-Verificação do ponto pastoso: Pegar um pouco do doce com uma colher e gotejar em um copo com água gelada, se a gota cair sem desmanchar até o fundo do copo, estará no ponto, se a gora desmanchar, ainda falta ponto.
-Após o ponto, resfriar para 60 – 70ºC, e envasar nos potes previamente esterilizados e tampados. Deixar os potes cheios de boca pra baixo até o resfriamento.
-Estará pronto para ser consumido.

O doce pode ser usado em balas, bolos, sorvetes, biscoitos e pudins.

DOCE EM TABLETES



O doce de leite em tabletes obedece a mesma tecnologia do doce pastoso com as seguintes alterações:
a) Adicionar 35% (350g) de açúcar refinado, para cada litro de leite.
b) Ao atingir o ponto do doce de leite pastoso, desliga-se a fonte de calor e continua-se a agitação, até o seu endurecimento. Esse ponto pode ser verificado quando a amostra, ao ser colocada em um recipiente com água, toma o aspecto de uma bala de caramelo ou, ao ser cortada, com uma faca, após resfriamento, sua lâmina sai limpa e não gruda no doce.
Embalagens - Colocar o derivado em formas de plásticos, previamente forradas com plástico, papéis contact ou impermeável. Logo que esfrie dobre-os sobre o doce.
Rendimento - 2 litros de leite produzem 1kg do derivado.
Durabilidade - Doze meses.

DOCE DE LEITE COM COCO



CUIDADOS NA FABRICAÇÃO DOS DOCES

Utilizar leite da melhor qualidade possível.

Mexer o doce em uma única direção. Se iniciar a mexedura, no sentido horário, pôr exemplo, esta deve ser mantida, até o ponto final.do doce.
Adicionar o bicarbonato de sódio, na quantidade correta e lentamente.

Mesmo utilizando o bicarbonato de sódio, se o doce, no final da fabricação apresentar grânulos (caroços), é devido ao excesso de gordura na matéria-prima. Nesse caso, padronizar o leite para um teor de gordura mais baixo, através do desnate, ou fervê-lo, retirando-se após 30 minutos parcialmente a gordura sobrenadante.