Atualmente há cerca de 280.000 índios no Brasil. Contando os que vivem em centros urbanos, ultrapassam os 300.000. No total, quase 12% do território nacional, pertence aos índios.
Quando os portugueses chegaram ao Brasil, havia em torno de 1.300 línguas indígenas. Atualmente existem apenas 170. O pior é que cerca de 35% dos 210 povos com culturas diferentes têm menos de 200 pessoas. Nos anos 50, segundo o antropólogo Darcy Ribeiro, a população indígena brasileira estava entre 68.000 e 100.000 habitantes.
Tribos indígenas e localização:
Akuntsu >> Os últimos seis sobreviventes dos chamados Akuntsu vivem em duas pequenas malocas próximas uma da outra, nas matas do igarapé Omerê, afluente da margem esquerda do rio Corumbiara, no sudeste de Rondônia.
Anambé >> Vivem no alto curso do rio Cairari, um afluente do Moju, que corre paralelo ao baixo rio Tocantins, pela sua margem direita.
Apinayé >> Tocantins, perto de Tocantinópolis.
Apurinã >> Amazonas, Acre; espalhados sobre 1600 kilômetros do Rio Purus, de Rio Branco até Manaus
Arara >> Pará.
Araweté >> Estado do Pará, próximo ao Igarapé Ipixuna, afluente do Xingu.
Apiaká >> Os Apiaká vivem no norte do Estado de Mato Grosso. Encontram-se dispersos ao longo dos grandes cursos fluviais Arinos, Juruena e Teles Pires. Parte deles reside em cidades como Juara, Porto dos Gaúchos, Belém e Cuiabá. Tem-se notícia também da existência de um grupo arredio. A maior parte de sua população encontra-se aldeada na Terra Indígena Apiaká-Kayabí, cortada pelo rio dos Peixes. Os Apiaká vivem na margem direita do rio e os Kayabí, na margem esquerda.
Ashaninka >> Amazonas, Acre (Breu, Amônia e Alto Envira)
Asurini >> Terra Indígena Trocará, a 24 quilômetros ao norte da sede do Município de Tucuruí, no Tocantins (PA)
Atikum >> Bahia e Serra do Umã, no município de Carnaubeira da Penha, em Pernambuco.
Atroari >> Nos rios Alalau e Camanau na fronteira entre o estado de Amazonas e o território de Roraima. Também nos rios Jatapu e Jauaperi
Avá-canoeiro >> Goiás, Minas Gerais, Tocantins
Awá-Guajá >> No Estado do Maranhão, habitam a Terra Indígena Awá, no Município de Carutapera; Pará
Aymoré >> habitavam o nordeste de Minas Gerais, o sul da Bahia e o norte do Espírito Santo.
Baniwa >> Os Baniwa vivem na fronteira do Brasil com a Colômbia e Venezuela, em aldeias localizadas às margens do Rio Içana e seus afluentes Cuiari, Aiairi e Cubate, além de comunidades no Alto Rio Negro/Guainía e nos centros urbanos de São Gabriel da Cachoeira, Santa Isabel e Barcelos (AM).
Bororo >> Habitam a região do planalto central de Mato Grosso e está distribuído em cinco Terras Indígenas demarcadas: Jarudore, Meruri, Tadarimana, Tereza Cristina e Perigara.
Caeté >> viviam desde a Ilha de Itamaracá até as margens do Rio São Francisco.
Carijó >> Seu território estendia-se de Cananéia (SP) até a Lagoa dos Patos (RS).
Deni >> habitam uma planície entre os Rios Purus e Juruá, localizados no Amazonas.
Enawenê Nauê >> Aldeia próxima ao Rio Iquê, afluente do Rio Juruena, no nordeste do Mato Grosso
Fulni-ô >> Pernambuco - Águas Belas.
Gavião >> Pará
Goitaca >> Ocupavam a foz do Rio Paraíba.
Guajajara >> margem oriental da Amazônia, todas situadas no Maranhão.
Guarani >> Reserva Indígena do Rio Silveira, localizada em Boracéia, divisa entre Bertioga e São Sebastião. Mas, existem aldeias Guarani em diversos estados como : Mato Grosso, São Paulo, Espírito Santo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Pará.
Juruna/Yudja >> Alguns Juruna vivem dispersos na margem direita do médio e baixo rio Xingu, e há um grupo de 22 índios, segundo dados da Funai de 1990, que vive na Volta Grande do rio Xingu, numa pequena área indígena chamada Paquiçaba, no município de Senador José Porfírio, no sudeste do Pará.
Hixkaryana >> Amazonas, Rio Nhamundá acima até os rios Mapuera e Jatapú
Hupda >> margens do Rio Auari, noroeste de Amazonas
Ikpeng >> Parque Xingu, Mato Grosso
Jamamadi >> Amazonas, espalhados sobre 512.000 km2
Jarawara >> area indígena Jamamadi-Jarawara, no município de Lábrea, Amazonas. A reserva fica perto do rio Purus, acima de Lábrea e no lado oposto do rio.
Juma >> Amazonas, Rio Açuã, tributário do Mucuim;
Juruna >> Alguns Juruna vivem dispersos na margem direita do médio e baixo rio Xingu, e há um grupo de 22 índios, segundo dados da Funai de 1990, que vive na Volta Grande do rio Xingu, numa pequena área indígena chamada Paquiçaba, no município de Senador José Porfírio, no sudeste do Pará.
Kaapor >> Maranhão em 10 aldeias espalhadas sobre 7168 km2. Há quatro aldeias grandes, Zê Gurupi, Ximbo Renda, Gurupi-una e Água Preta
Kadiwéu >> Mato Grosso do Sul, cerca da Serra da Bodoquena
Kaingang >> Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo. No Rio Grande do Sul, são 4.100 índios distribuídos nos postos Cacique Doble, Ligeiro, Nonoai e Guarita, Serrinha, Vontouro, Monte Caseiros, Inhacorá, e Borboleta, esta última área ainda não reconhecida, todos nos municípios do extremo noroeste do Estado.
Kalapalo >> Parque Indígena do Xingu, Mato Grosso.
Kamaiyurá >> vivem na região dos formadores do rio Xingu, Mato Grosso do Norte.
Kambiwá >> vivem aldeados pela Fundação Nacional do Índio (Funai), numa área de 2.700 hectares, localizada nos municípios de Ibimirim, Inajá e Floresta, na região do Moxotó, em Pernambuco
Kanela >> Maranhão.
Karajá >> Goiás, Mato Grosso, Pará, Tocantins. Terra Indígena do Parque Nacional do Araguaia na Ilha do Bananal, Tocantins
Kariri-xocó >> na beira do Rio São Francisco, na cidade de Porto Real do Colégio, em Alagoas.
Karipuna >> Amapá, na fronteira da Guiana Francesa
Karitiana >> Rondônia
Katukina >> Vivem em diversos grupos no rio Biá, afluente do Jataí e Amazonas.
Kaxinawá >> habita a floresta tropical no leste peruano, do pé dos Andes até a fronteira com o Brasil, no estado do Acre e sul do Amazonas
Kayapó >> Mato Grosso, Pará
kuikuro >> Terra Indígena do Xingu no Mato Grosso
krahô >> Tocantins
kuikuro >> Terra Indígena do Xingu no Mato Grosso.
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11 - Kalapalo >> Mato Grosso
12 - Karajá >> Tocantins
13 - Kaxinawá >> Amazonas e Acre
14 - Krahô >> Tocantins
15 - Mayoruna >> Amazonas
16 - Marubo >> Amazonas
17 - Matis >> Amazonas
18 - Matipu >> Mato Grosso
19 - Mehinako >> Mato Grosso
20 - Rikbaktsa >> Mato Grosso
21 - Suruí >> Rondonia
22 - Tembé >> Maranhão
23 - Ticuna >> Amazonas
24 - Tiriyó >> Pará
25 - Waiana Apalaí >> Pará
26 - Waurá >> Mato Grosso
27 - Wai Wai >> Pará
28 - Waiãpi >> Amapá e Pará
29 - Ye'kuana >> Roraima
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12/09/2009
31/08/2009
Vaqueiro

O vaqueiro é a figura central de uma fazenda. Seu trabalho é árduo e contínuo. Passa grande parte do tempo montado a cavalo percorrendo a fazenda, fiscalizando as pastagens, as cercas e as aguadas (fonte, rio, lagoa ou qualquer manancial existente numa propriedade agrícola).
Lidar com o gado na caatinga cheia de galhos e espinhos é muito dif�cil, por isso o vaqueiro tem que usar uma roupa própria, com condições de enfrentá-la e que funcione como uma couraça ou armadura. A vestimenta do vaqueiro é caracterizada pela predominância do couro cru e curtido, geralmente, utilizando-se processos primitivos, o que o deixa da cor de ferrugem, flexível e macio (retira-se todo o pelo). Antigamente era usado o couro de veado catingueiro, mas por causa dessa espécie encontrar-se em extinção, passou-se a usar o couro de carneiro e de bode.
Vestimentas do vaqueiro
Gibão - Espécie de casaco de couro que o vaqueiro veste sobre a camisa, para se proteger dos espinhos da caatinga do sertão.
Guarda Peito - Tem a finalidade de proteger o tórax do vaqueiro, ligado por correias ou tiras em forma de x por trás dos ombros.
Perneiras - Calça de couro anteriormente usado para proteger de espinhos na mata fechada. Na pista para proteger de possíveis acidentes.
Acessórios do Vaqueiro
Esporas - Acessórias para incitar o cavalo.
Luvas – Espécie de posseira usada no punho do vaqueiro para dar mais estabilidade e evitar acidentes na hora de puxar a calda do boi.
Botas - São usadas para proteger os pés do vaqueiro.
Chicote - Usado para incitar o cavalo na hora da corrida para adquirir mais velocidade.
Capacete - Acessório pouco usado pelos vaqueiros , mas que tem a finalidade de protegê-lo em caso de acidentes.
Chapéu de couro – Anteriormente usado para protege-se do sol quando o vaqueiro pegava o gado na mata, hoje usa-se por tradição.
Equipamentos do cavalo
Sela – Acolchoado que serve de assento para o vaqueiro.
Arreios – Equipamento colocado na cabeça passando pela boca do cavalo para que ele possa ser dominado. Uma espécie de cordas onde o vaqueiro se segura e guia o cavalo.
Peitoral – Faixa de couro para proteger o cavalo de possíveis acidentes na pista.
Perneira – Equipamento colocado nas pernas do cavalo. Serve para proteger o cavalo em caso de acidentes pra não bater as pernas umas nas outras.
Caneleira – Equipamento usado nas canelas do cavalo para lhe da mais estabilidade e protegê-lo de acidentes.
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26/08/2009
Caipira

O termo caipira (do tupi Ka'apir ou Kaa-pira, que significa "cortador de mato", é o nome que os índios guaianás do interior do estado de São Paulo, no Brasil, deram aos colonizadores caboclos, brancos, mulatos e negros).
É também uma designação genérica dada, no Brasil, aos habitantes das regiões situadas principalmente no interior do sudeste e centro-oeste do país. Entende-se por "interior", todos os municípios não pertencem às grandes regiões metropolitanas nem ao litoral onde existe o caiçara. O termo caipira teve sua origem e costuma ser utilizado com mais frequência no estado de São Paulo. Seu congênere em Minas Gerais é conhecido como "capiau" (palavra que também significa "cortador de mato"). No Nordeste do Brasil como "matuto" e no Sul como "colono".
Origem
O núcleo original do caipira foi formado pela Região do Alto Tietê, estão entre as primeiras vilas fundadas no interior de São Paulo, durante o Brasil colonial, e de onde partiram algumas das importantes bandeiras no desbravamento do interior brasileiro. Os bandeirantes embarcavam em canoas, no rio Tietê, na cidade de Porto Feliz naquela região.
No quadrilátero formado pelas cidades de Campinas, Piracicaba, Botucatu e Sorocaba, no médio rio Tietê, ainda se preservam a cultura e o sotaque caipiras. Nesta região, o caipira sofreu muitas transformações, influenciado que foi pela maciça imigração italiana para as fazendas de café.
Na região norte paulista (de Campinas à Igarapava) povoada posteriormente, no início do século XIX, a presença de migrantes de Minas Gerais foi grande dando outra característica à região. Já o Oeste de São Paulo, de colonização recente (início do século XX), já surgiu com a presença italiana, japonesa, mineira e nordestina, também formando uma cultura bem diferente das regiões mais antigas de São Paulo.
Dialeto caipira
O dialeto caipira é um dialeto da língua portuguesa falado pelo caipira no interior do estado de São Paulo, inicialmente na Mesorregião do Vale do Paraíba Paulista, e em parte dos estados do Paraná, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Goiás no Brasil. Difere acentuadamente do idioma padrão brasileiro em sua estrutura fonológica, sendo algumas características "r aproximante alveolar", a ausência de consoantes laterais palatais (lh), que são permutadas pela semivogal "i", a permutação do "l" de fim de sílaba por r, a ausência dos ditongos "ei" e "ou" (substituídos por "e" e "o"), a apócope ou síncope em palavras proparoxítonas e a aférese em muitas palavras. Possui numerosas expressões próprias, e, ao contrário do que acontece com a língua padrão do Brasil e de Portugal, o plural só é indicado em um substantivo ou adjetivo quando este não é determinado por um artigo, ex.: singular: casa; plural: casas; singular: a casa branca, plural: as casa branca.
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